Chamada para publicação de artigos Revista Interfaces/UFRJ

Chamada de Trabalhos 2018 – 1 e 2.

 

CENTRO DE LETRAS E ARTES

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO

 

CHAMADA PARA PUBLICAÇÃO

A Comissão Editorial da Revista Interfaces abre chamada de trabalhos que deverão ser enviados por e-mail (claposgrad@gmail.com) e serão examinados para constituírem os números 28 e 29 (I e II-2018).

Revista Interfaces, registrada com o ISSN 1516-0033, classificada pelo QUALIS-CAPES e indexada nos Portais Latindex, Diadorim e Sumários foi criada em 1995, no Centro de Letras e Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro que congrega Programas de Pós-graduação de Arquitetura, Urbanismo e Design, Artes Visuais, Letras e Música.

A revista acolhe colaborações de pesquisadores, preferencialmente doutores, das áreas de artes, arquitetura, urbanismo e design, letras, linguística e música, desde que sejam inéditas. Os números são temáticos, com chamadas específicas, os demais ensaios e as resenhas serão recebidos em fluxo contínuo. A avaliação dos textos recebidos é realizada pelos membros do Conselho editorial e pareceristas ad hoc especialistas dos temas abordados, no sistema de avaliação pelos pares cega.

http://www.cla.ufrj.br

 

Número 28 – I (2018) – CONTAR E REPRESENTAR O MAR

 

Data limite para envio de propostas: 30 de abril de 2017

A relação do homem com o mar, por definição, é ambivalente: dele provêm tanto a vida, através das atividades pesqueiras e comercias, quanto a morte, através das invasões e das guerras. Partindo de Ulisses, o herói por excelência, para quem o mar era portador de insídias e tentações, navegá-lo e superá-lo é o único modo para retornar à sua Ítaca. Sobre essa mesma onda, outras epopeias viajam: a de Gilgamesh nos mares do Sul, a de Eric, o Vermelho na conquista viking da América; celebramos as grandes navegações portuguesas e espanholas: Américo Vespucci, Vasco da Gama, Cristóvão Colombo. Pedro Álvares Cabral. Além da Literatura, as artes visuais também encontram no mar uma grande fonte de inspiração: da Escola de Skagen à pintura impressionista; pintores brasileiros de marinhas e pintores estrangeiros que representaram o nosso mar, José Pancetti, Giovanni Battista Castagnetto, Antonio Parreiras e o Grupo Grinn. Na música La mer de Debussy, o mar de Iemanjá que abençoa a Bahia de Dorival Caymmi, o doce balanço de Vinícius de Moraes e Tom Jobim, onde encontramos os próprios sons do mar como fonte de inspiração musical. Na arquitetura, destacam-se as construções à beira mar, as cidades litorâneas, pontes, portos, aterros e novos espaços urbanizados. No design de mobiliário e de objetos para a praia, as cores, a moda e o mar. E como se relacionam as cidades com o mar? No mundo da arte e da literatura, os mares se confundem com trânsitos, circulação de ideias, de obras e migrações.

Este número de INTERFACES nos impele a desafiar os grandes oceanos e os pequenos mares e ultrapassar as Colunas de Hércules ao  tratar do mar no vasto campo de produção de conhecimento das áreas de artes e arquitetura, urbanismo e design, letras, linguística e música.

 

Número 29 – II (2018) – PATRIMÔNIO E RESTAURO

 

Data limite para envio de propostas: 30 de setembro de 2017

A exigência de salvaguardar o patrimônio artístico, cultural e imaterial, é própria de todas as civilizações. Cada cultura reconhece, em algumas de suas produções, a função de preservar a própria memória e as considera como traços a partir dos quais é possível reconstruir, mesmo em sentido mítico, o percurso já realizado até o presente. Os bens culturais são, portanto, monumentos (de monere, recordar), imagens vivas da memória que concorrem a definir e a manter, simbolicamente, a identidade de um povo. Percorrer os caminhos da tutela, conservação e restauro do patrimônio, da antiguidade aos nossos dias, a fim de compreender a importância de tais práticas é o que INTERFACES propõe: refletir sobre tais noções tão amplas e controversas na área de artes e arquitetura, urbanismo e design, letras, linguística e música, como a preservação da memória: historiografia, teorias e reflexões; Patrimônio cultural e as questões políticas; acervos, coleções, museus; conceitos e projetos de restauro no Brasil e no exterior; o restauro como uma questão multidisciplinar; Das instâncias de tombamento; a sociedade como vetor de preservação da memória; patrimônio histórico, artístico, paisagístico, arquitetônico; patrimônio imaterial, tutela do patrimônio e o papel das instituições; revitalização de espaços urbanos e patrimônio cultural; gestão do patrimônio; atitudes conservacionistas. A Editora convidada para este número é a arquiteta Maria Clara Amado Martins, professora da disciplina de Conservação e Restauro do Patrimônio Cultural na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e no Programa de Pós-graduação em Artes Visuais da Escola de Belas Artes na Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ.

Publicado por em 17 de janeiro de 2017.