Dossiê Cinema e Escritas de Si – PRAZO PRORROGADO!

A Revista Devires – Cinema e Humanidades prorrogou o prazo para submissão de artigos ao dossiê Cinema e Escritas de Si para o dia 01 de abril. Os artigos devem ser submetidos de acordo com as Normas de Publicação disponíveis no site, na seção DOSSIÊ Cinema e Escritas de Si: http://www.fafich.ufmg.br/devires/index.php/Devires

O dossiê, coordenado por Roberta Veiga, Ilana Feldman e Carla Italiano, é dedicado à produção cinematográfica marcadamente subjetiva, performativa ou realizada em nome próprio, na primeira pessoa do singular, que problematiza os modos pelos quais a subjetividade contemporânea se constitui na imagem e por meio da imagem.

Nesse panorama, a ampliação das possibilidades de produção audiovisual (com o incremento das produções domésticas, dos filmes-diário, dos ensaios audiovisuais, dos documentários performativos e dos relatos testemunhais de todo tipo), somada aos novos modos de circulação, compartilhamento e consumo desses materiais em sites e redes sociais, intensificou e deu novos contornos às formas de constituição e expressão de si no campo da imagem, configurando um heterogêneo e dialógico “espaço biográfico” (Arfuch, 2008).

Corremos contra o tempo para nos posicionar frente a um fenômeno cultural, subjetivo e social que aponta para um limite tênue, e muitas vezes problemático, entre o ético e o estético: trata-se de uma exposição de si sem vínculos com a dimensão do comum e do coletivo, ancorada apenas no espetáculo do “show do eu” (Sibilia, 2016)? Ou trata-se de formas de experimentação de si que nos afastam das identidades fechadas e nos colocam frente à dimensão relacional, mutante, inacabada e faltante das subjetividades partilhadas? Com efeito, a inflação ou hipertrofia da subjetividade contemporânea pode ser vista apenas como sintoma do mundo atual, mas pode também resistir a esse mundo, ao interrogar as interseções entre as esferas pública e privada, a história e a memória, o íntimo e o êxtimo, o pessoal e o político.

A partir dessas questões, o Dossiê “Cinema e Escritas de si” propõe pensar o cinema como experiência sensível que captura, resiste, elabora, reflete, desconstrói, reconstrói e deixa-se atravessar, de diferentes maneiras, por variadas formas de autobiografia e expressão subjetiva. Dedicando-se à análise de um cinema de escrita pessoal (íntima, familiar, doméstica) e de seus procedimentos de linguagem, recursos estilísticos e estratégias formais; ao mapeamento de cineastas e obras; bem como ao estudo das teorias e dos gêneros confessionais (entre eles o documentário performativo, o cinema ensaio, o filme de família, o diário filmado etc.), o Dossiê “Cinema e Escritas de si” visa investigar e interrogar os trânsitos entre os âmbitos público e privado, poético e político, pessoal e coletivo – problematizando o “teor testemunhal” da cultura em uma sociedade mediada pela imagem e tensionando a relação entre as formas da intimidade e os mecanismos de visibilidade, os modos de solidão e as possibilidades de comunhão.

Aproveitamos para lembrar que a revista está também com chamada aberta para o dossiê:

– Pedagogias do Cinema, coordenado por André Brasil e Clarisse Alvarenga, recebe textos de colaboradores até dia 26 de junho.

Todas as informações estão no site: http://www.fafich.ufmg.br/devires/index.php/Devires

Cordialmente,

Equipe de editores.

Publicado por em 6 de março de 2017.