Fernando Pedro de Carvalho Ono

Integrantes
Licenciado em Educação Artística – hab. música, pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2003.
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Fernando Pedro de Carvalho Ono


Publicações

O Recife da década de 1930, Roberto Burle Marx e a gênese dos jardins públicos modernos.
Periódico: Revista Brasileira de História e Ciências Sociais.
ISSN 2175-3423, Qualis Capes B1.
Link: http://www.rbhcs.com/index_arquivos/Transcricao.ORecifedadecadade1930.pdf

Roberto Burle Marx e a Praça Euclides da Cunha: uma expressão de arte, cultura e bom senso no Recife de 1935.
Periódico: 19&20
ISSN 1981-030X, Qualis Capes B2.
Link: http://www.dezenovevinte.net/txt_artistas/fp_rbmarx.htm

Resumo de pôster publicado em Anais de Congresso:
A permanência de um jardim brasileiro: A trajetória profissional de Haruyoshi Ono e os desafios da continuidade do conceito de paisagismo de Roberto Burle Marx.
XXXIII Colóquio do Comitê Brasileiro de História da Arte
ISSN 2236-0719
Link: http://www.cbha.art.br/coloquios/2013/resumos/pdf_posteres/alda_e_fernando.pdf

Participações em Seminários ou Ciclo de Palestras

XXXIII Colóquio do Comitê Brasileiro de História da Arte 2013 – Arte e suas Instituições
Apresentação de pôster
ISSN 2236-0719
23 a 27 de setembro.

Roberto Burle Marx, o pintor de Jardins: arte através da pintura e do paisagismo
Projeto de Extensão Plataforma ARTES-VISUAIS │Arte na Escola – Polo UFRJ
23 de setembro de 2013, no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica

XVII Encontro Nacional dos Estudantes de Arquitetura e Urbanismo – Rio de Janeiro, 1993.

IV Encontro Latino Americano de Estudantes de Arquitetura e Urbanismo do Cone Sul – São Paulo, 1993.

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Interesses de Pesquisa

Roberto Burle Marx, nascido em 04 de agosto de 1909 na cidade de São Paulo, foi um artista de múltiplas faces: desenhista, pintor, designer de jóias, escultor, músico, cenógrafo e figurinista, paisagista, botânico, desbravador e defensor árduo da natureza. De uma família culta e próspera, Burle Marx cresceu sob uma educação bem cuidada, falava quatro idiomas e tinha como referências culturais a Alemanha de seu pai Wilhelm Marx, a Belle Époque francesa e a cultura recifense, oriundas de sua mãe, Cecília Burle. Aos 4 anos Burle Marx se estabelece permanentemente com toda a família no Rio de Janeiro, cidade que o acolhe até o dia de sua morte. Considerado por muitos especialistas como o maior paisagista do século XX, foi um artista atuante na construção de uma linguagem artística livre de regras e amarras. Estudou pintura na Escola Nacional de Belas Artes e mais tarde na Universidade do Distrito Federal. Conviveu com grandes nomes da arte moderna nacional e internacional, assim como literários, jornalistas, filósofos, entre outros membros da alta cultura, sempre presentes em sua residência, o Sítio Santo Antônio da Bica, em Barra de Guaratiba, RJ. Pintura Na década de 30, as telas figurativas de Burle Marx tinham íntima relação com as obras dos modernistas brasileiros: demonstravam a inquietação e a autonomia das novas ideias europeias, mas com a presente preocupação em elevar o espírito nacionalista. A partir da década de 40, essa temática é sintetizada através de composições com referências cada vez mais cubistas. Nesta fase, segundo Frota (1994), suas pinturas remetem à referência das telas de Picasso e Braque. Mulheres, cerâmicas, ex- votos, favelas e aguadeiras povoavam esse mundo em sintonia com a linguagem cubista. Em harmonia com a postura dos artistas que aderiram ao Abstracionismo Informal, os anos 50 marcaram a transição gradual da obra bidimensional de Burle Marx para essa tendência, com linguagem bastante particular, que perdurará até seus últimos dias. É certo que a vegetação era um dos principais motivos, e uma das grandes fontes de inspiração. Porém atribuir toda a sua obra pictórica abstrata unicamente a essa caracterização é reducionista. Pode-se fazer relação com a semelhança de formas da natureza em seus quadros, porém, mais do que tema de inspiração e pretexto para pesquisas formais e de expressão, sua obra vai mais além. Sabe-se, entretanto, que a experiência de Burle Marx no contato com a natureza e em todas as formas de linguagens artísticas provenientes de sua formação muito contribuiu para o desenvolvimento de sua obra pictórica. Neste sentido, ele próprio admitia: “(…) não haver diferença estética entre o objeto-pintura e o objeto-paisagem construída. Mudam apenas os meios de expressão” (Marx, 1994, p.23). Sendo assim, entende-se que os princípios de composição pictórica abstrata de Burle Marx seriam análogos aos de sua composição paisagística, pois em seus depoimentos, ele enfatizava o intercâmbio de fundamentos entre as artes, presente nas relações de seus conhecimentos entre a música, a pintura, a poesia e a arte do jardim. Desta forma, a partir dessas observações, questiona-se sobre quais seriam os fundamentos em que Burle Marx se baseou para desenvolver os conceitos e os princípios de sua pintura abstrata. Assim, com essa investigação, espera-se contribuir para um melhor entendimento da constituição dos princípios que nortearam a arte pictórica abstrata do renomado paisagista Roberto Burle Marx, a fim de construir um referencial histórico que situe sua representação frente ao contexto cultural brasileiro. Mais especificamente, espera-se colaborar com uma caracterização da personalidade artística de Roberto Burle Marx, elucidando ainda mais o artista que ele representou, e o momento da arte contemporânea da qual fez parte.