Arte Contemporânea


Coordenado pelo Prof. Dr. Carlos Zilio, a pesquisa desenvolvida no momento vincula-se a uma investigação sobre a tensão verificada ao longo do século XX provocada por uma forte tendência de considerar a pintura como uma linguagem morta. A análise desta questão leva necessariamente em consideração a relação entre formulação de linguagem e tradição, ruptura e História. Neste sentido a pesquisa vem percorrendo diversas tendências que ao longo do século passado propugnaram pelo fim da pintura, fossem elas pertencentes ao próprio campo da pintura (Mondrian, Rodtchenko, Malevitch) ou fossem elas iconoclastas (Duchamp, Dadaístas). A análise neste momento concentra-se em meados do século XX novamente abrangendo a contradição entre os chamados iconoclastas e os formalistas, mesmo compreendendo que estas denominações são limitadas para se opor Manzoni a Pollock. Em outro momento analisaremos a relação entre as correntes dominadas por Krauss e Bois de Formas e Informes. Esta pesquisa possui um aspecto teórico e desenvolve paralelamente experiências práticas criando trabalhos que envolvem o objeto Linguagem Abstrata e Contemporaneidade. O grupo discute o estatuto da prática artística no panorama contemporâneo e a análise dos discursos teóricos ao longo da modernidade e pós-modernidade, elaborando modelos para além de leituras unidirecionais e estereotipadas do período. O grupo tem veiculado seus resultados de diferentes modos – a produção artística propriamente dita, publicação e edição de artigos, livros, catálogos, realização de eventos (exposições, seminários, palestras, conferências) no contexto nacional e internacional, como exemplificam, a participação no simpósio “Correspondência Transnacional” (Londres, Tate Modern, 2007) e, recentemente, no seminário internacional “Arte em tempo indigente” (Museu Vale, ES, 2008) e no corpo científico do seminário “Corpocidade”, realizado pela UFBA (Salvador, BA, 2008).