Arte nas Américas: teorias e historiografias

História e Crítica da Arte

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Patricia Leal Azevedo Corrêa

Estudos sobre arte nas Américas tendem a privilegiar enfoques na circulação, transferência e transculturação de práticas artísticas, matrizes e conceitos provenientes da Europa, em detrimento das trocas e dos vínculos interamericanos. Porém, assim como há diversas Américas, a latina, a anglo-saxã, a do sul, a do norte, a nativa e a moderna, entre tantas outras construídas em paralelos com o mundo europeu, também há diversas tradições e contradições entrelaçadas na possibilidade de uma arte americana. Tal possibilidade foi cogitada sobretudo no século XX, mesclada aos discursos das artes nacionais e das vanguardas, do imperialismo e da resistência, século marcado por aquilo que Giulio Carlo Argan chamou de “crise da arte como ciência europeia”, a crescente projeção dos Estados Unidos e o redesenho do mundo da arte no segundo pós-guerra. A partir de recortes temáticos mais específicos, vamos investigar conexões interamericanas na arte, com ênfase nas relações entre artistas, intelectuais, críticos e historiadores atuantes nas Américas no século XX.