Festival do Vale do Cafe do Rio de janeiro: O Cortejo das Tradições e os dialogos entre festa e espetáculo urbano.

Imagem e Cultura

Integrantes relacionados:
Helenise Guimarães

O projeto tem por objetivo, integrando a produção do NesCaFe, analisar a trajetoria do festival do Vale do Cafe no estado do Rio de Janeiro, iniciada em 2003 e apresentando sua 12a edição em 2014. Em 2013 iniciaram-se as primeiras pesquisas na cidade de Vassouras/RJ, onde o festival teve seu nucleo inicial. A abordagem de questões como preservação de patrimonio, divulgação das culturas locais, o “turismo festivo” e o “turismo cultural” que se alinham com a festa urbana transformada em alguns momentos em espetaculo. esta visão abre a perspectiva de reflexões sobre a pertinencia de eventos espetaculares e suas intervenções na vida e cotidiano das 15 cidades envolvidas na produção do festival. estaveleceu-se como primeiro objeto o evento “Cortejo de Tradições” que reune 12 manifestações de cultura popular e folclore regional, entre elas Folias de Reis, Capoeira, Caxambu, Jongo, Cana Verde, Cordel, Grupos de Rezadeiras entre outros.A pesquisa de campo estabeleceu como produções artigos, livro e documentários filmados durante o festival, durante o período de dois anos (2014/2015) necessários para compreender as estratégias de sua produção e os discursos e diálogos entre os grupos, levando em consideração que o programa do festival inclui a participação de orquestras sinfônicas, corais, apresentações de músicos clássicos e artistas da musica popular brasileira em shows que ocorrem nas praças publicas, fazendas e igrejas. Pretende-se portanto documentar esta interação entre estes grupos, a participação dos cidadãos, a politica de atração de turistas e quais as estratégias de gestão para a permanência e continuidade deste evento,hoje comparado a outros espetáculos como a Oktoberfest, os Rodeios, a Festa da Uva entre outros.Para a construção teórico-pratica desta analise utiliza-se os campos das ciências sociais e afins,interligando-se as artes cênicas, artes visuais, antropologia, arquitetura, gestão cultural(administração) e turismo, sob um olhar etnográfico que seja eficaz na tradução dos discursos visuais e históricos que compõem um rico recorte da cultura fluminense.