Lygia Pape. Do Neoconcretismo à contemporaneidade: transgressões e permanência.

História e Crítica da Arte


A artista Lygia Pape está entre os nomes mais importantes da história da arte no Brasil. Sua produção e seu reconhecimento expandem-se para além do território brasileiro, assim como sua atuação ultrapassou os cânones da moldura ao atuar como gravadora, escultora, pintora, professora, artista, cineasta e multimídia brasileira. Falecida em 2004, sua obra está sendo catalogada pelo projeto Lygia Pape e tem representado o Brasil em diversas exposições internacionais na França, Itália, Espanha, Inglaterra e mais recentemente Portugal. Em 2010, recebeu o prêmio máximo da Bienal de Veneza. Afinada com o movimento neoconcreto nos anos 50, juntamente com artistas como Lygia Clark e Hélio Oiticica, Pape ultrapassa os postulados artísticos que a apreendem a qualquer período, pelo fato das afinidades conceituais com diversas correntes mundiais. Sua forma excede qualquer “cânone” historiográfico que a limite ao se relacionar entre si e pelas influências de sua produção em artistas contemporâneos. O objeto deste projeto é a percepção de seus trabalhos, as conexões que fazem entre si, a leitura de seus trabalhos e a sua importância no século XX e XXI.