Poéticas e questões do informalismo na gravura artística: Rio de Janeiro – anos 1950/60

História e Crítica da Arte

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Maria Luisa Tavora

A pesquisa centra-se no estudo das manifestações da arte informal na gravura artística, nos anos assinalados, período de ativação deste meio de expressão sobretudo nas cidades do Rio de Janeiro e em São Paulo. Tem como objetivo elaborar um quadro mais amplo das experiências informais e de seu entendimento nas duas décadas, ancorando o estudo no entendimento do “campo artístico”(Bourdieu) da gravura. Duas grandes vertentes operacionais estruturam a pesquisa: 1- levantamento dos artistas, mapeamento e análise das obras visando a identificação de genealogias, especificidades e referências estéticas do meio expressivo em relação às manifestações nacionais e internacionais. Para tal, recorre-se ao aporte teórico que favorece a construção de sentidos para os agenciamentos próprios da tendência, fundada na intuição, numa estruturação sensível e na experiência existencial (Ponty, Bachelard, Sartre); 2- levantamento, seleção e análise dos textos críticos relativos às obras gráficas, a partir de múltiplas motivações (apresentação de catálogos, salões, bienais de São Paulo, homenagens, exposições em galerias institucionais e privadas, revistas especializadas, periódicos). Este mapeamento interessa para a identificação das questões plásticas das gravuras que provocaram formulações conceituais e a compreensão da arte informal. A pesquisa implica no levantamento e registro fotográfico de obras de acervos museológicos, de galerias especializadas e de colecionadores; de documentação, de textos de jornais e de revistas de grande circulação ou especializados sobre gravura artística, de textos de referência, de catálogos de mostras e de bienais. Inclui-se ainda como procedimento metodológico de interesse, a tomada de depoimentos de artistas e críticos envolvidos com a abordagem da pesquisa. Ao conjugar análises de obras, textos críticos e atividades das múltiplas instâncias do seu campo artístico, a pesquisa favorece uma discussão conceitual do Informalismo no Brasil. Acredita-se na relevância da produção gráfica para a estética informal, todavia colocada à sombra de outras manifestações das artes visuais pela historiografia brasileira. Importa definir, com este estudo, a abrangência da arte informal no Brasil. Busca-se criar um panorama extensivo e intensivo desta produção, capaz de assegurar para a gravura artística, dos anos 1950/60, um lugar na (re)construção da perspectiva histórica da arte, no Brasil. (autora)